HAMLET

de William Shakespeare

tradução de Aderbal Freire Filho

com Bárbara Harrington e Wagner Moura

A TRADUÇÃO DE HAMLET DA MONTAGEM PROTAGONIZADA POR WAGNER MOURA E DIRIGIDA POR ADERBAL FREIRE-FILHO É LANÇADA EM LIVRO

 

Escrita por William Shakespeare na virada do século XVII, a tragédia de Hamlet permanece como a peça mais celebrada em toda a história do Teatro Mundial.

 

Quando encenou a peça, em 2010, o diretor Aderbal Freire-Filho, questionado sobre mais uma montagem de Hamlet, escreveu: “Pena que seja só mais um e não cinco, dez Hamlet no Brasil, neste momento. O certo seria sair de norte a sul do Brasil abrindo franchising de Hamlet. Não seria melhor esse mundo, tendo ao lado de um Mcdonald’s, um Macbeth, um Hamlet? (Salta um Polônio e duas Ofélias...!)”.

 

Para o espetáculo, o diretor decidiu fazer uma nova tradução. “O conhecimento profundo que os ensaios de uma peça de teatro proporciona é fácil de explicar – são muitos artistas (atrizes, atores, diretor, cenógrafo, compositor, etc) lendo muitas vezes, todos os dias, por alguns meses, a mesma peça. A leitura da peça é multiplicada por cem. E à quantidade soma-se a qualidade de leituras que comprometem não só a inteligência, mas o corpo e a alma. Nessas circunstâncias, estão criadas as condições ideais para trazer o texto para a língua dos atores e dos espectadores: assim como buscamos no texto original tudo o que vamos trazer para a cena, porque também não trazer junto as palavras justas para expressar idéias, pensamentos, ações?”

 

A partir dessa conclusão, Aderbal juntou-se a Bárbara Harrington e ao próprio Wagner Moura e os três dedicaram-se à tradução da peça. É ainda Aderbal quem diz: “Formamos um trio, a Bárbara, o Wagner e eu, os dois tocariam afinados e eu seria o responsável ou irresponsável pela desafinação. Enfim, o Wagner e a Bárbara juntos já jantavam o inglês do jogo, enquanto eu pretendia me dedicar sobretudo a língua de chegada, confiando naturalmente mais nela do que em mim, por que essa língua dulcíssima e canora do meu conterrâneo José Albano não poderia com carinho receber a poesia do bardo?”

 

Existem muitas traduções de Hamlet em português, desde que, como conta Jorge Furtado, o negro Lucas Fernandez, nascido em Serra Leoa, fez a primeira delas, a bordo do navio Red Dragon, em 1607, quando Shakespeare ainda vivia. Traduções portuguesas, brasileiras, tantas, de Bulhões Pato, Domingos Ramos, Oscar Mendes, de Ana Amélia de Queiroz, de Millôr Fernandes, entre muitas outras. Todas têm suas virtudes.

 

Quais os objetivos, os princípios desta tradução? Mais uma vez, as palavras de Freire-Filho: “Não sei o que mais procuramos, se a clareza, se a carne macia na boca dos atores, ou se mesmo e sobretudo a poesia, que abdicando da métrica rigorosa, procuramos manter viva. A clareza foi buscada linha a linha, dia a dia, e um pensamento só saía do forno para a mesa dos atores límpido e transparente. Para deixar a carne macia, nada de tornar coloquial a linguagem original poética. Isto é, simples, claro, transparente, fluente, mas não a um preço barato. E, enfim, a poesia. Para tentar acompanhar, mesmo de longe, sua beleza original, as metáforas, as imagens, as sonoridades, os valores possíveis e os quase impossíveis, tivemos sempre a clara convicção de que a poesia não é por natureza rebuscada.”

 

No prefácio desta edição, Alcione Araújo resume a importância e qualidade desta tradução: “Desbastado o excesso anacrônico-barroco do vocabulário, a peça emerge em vestes nobres, mas discretas. Sem cortes, saltos ou sobressaltos, na inteireza original. As palavras não ribombam, estrondam nem reverberam, descrevem com clareza e transparência – profundo não precisa ser obscuro como o poço – a densidade do drama. Diálogo simples sem ser superficial, objetivo sem ser descarnado, contundente sem ver vulgar, belo sem ser barroco. Livre do verso, reteve a poesia: Shakespeare manuelbandeirado, drummondiado, joãocabralizado. A peça ressurge, com a elegância da sua natural nobreza e fluidez adequada à percepção da plateia. Fascinante, misterioso e complexo, lá está Hamlet e suas palavras, palavras, palavras... O resto é silêncio. “

 

O Hamlet de Wagner Moura, no espetáculo de Freire-Filho, esteve em cartaz por dois anos, com teatros lotados, no Rio e em São Paulo, além de excursionar por algumas cidades brasileiras. A tradução, agora em livro, oferece a outros atores, a outros artistas, uma versão nova, viva e fiel para que o ideal de manter Hamlet sempre em cartaz se torne uma realidade.

 

 

 

Foto Guito Moreto

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Ficha Técnica:

 

Título original:

A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca de: William Shakespeare

 

Tradução e Adaptação:

Aderbal Freire Filho

com Bárbara Harrington & Wagner Moura

 

Prefácio:

Alcione Araújo

 

Revisão de Texto: Maria Helena Guimarães

 

Fotografia:

Sandra Delgado, Guito Moreto e Guga Melgar

 

Projeto Gráfico:

Cubículo – Fábio Arruda e Rodrigo Bleque

 

Pesquisa Iconográfica:

Nil Caniné

 

Coordenação Editorial:

Sérgio Martins

Fotos Lançamento Teatro Poeirinha 

Rio de Janeiro - 18-11-2013

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